domingo, 19 de dezembro de 2010

De dentro!

Hoje, quando estava caminhando, peguei-me lembrando de uma amiga. Em como nós éramos parceiras, nos segredos que tínhamos trocado e nas experiências pelas quais já passamos juntas. Nos planos que tínhamos feito. Nós íamos morar juntas numa casa só de meninas quando completássemos dezoito anos, teríamos nosso próprio emprego, nossos namorados, muitos amigos e no final de semana iríamos para a casa dos parentes ou então para praia.
Todas essas lembranças foram rapidamente mandadas embora quando pensei nela atualmente. Agora estamos muito distantes, em grande parte pelas escolhas que ambas fizemos. Mas o certo é que nenhuma de nós seguiu os planos que foram feitos anteriormente. Eu estou aqui e consegui ser o que meus pais gostariam que eu fosse: alguém diferente deles.
Ela conhece tanto da vida. Já teve muitos relacionamentos, sabe muito sobre os homens, sabe muito sobre os outros. E nesse momento eu percebi que ela podia saber muito sobre os outros, mas o que será que ela sabia sobre si?
Às vezes vivemos muita à sombra de alguém. Passamos tempo demais conhecendo as outras pessoas e tentando nos adaptar ao mundo, aos amigos, à família, ao mercado de trabalho, ao companheiro. Passamos tempo demais nos empenhando em conhecer o outro, mas e o que nos sobra de nós mesmos? Será que nos empenhamos tanto assim em nos conhecermos também?
Já perceberam como às vezes é difícil falarmos de nós mesmos? Certamente já tiveram que dizer algum defeito ou alguma virtude, quanto tempo passamos então tentando nos encontrar? Tentando encontrar qualquer coisa que faça algum sentido? Não é uma questão de crise existencial ou de ser autossuficiente. Muitas vezes nos sentimos carentes, precisamos de um abraço, de um carinho, de uma palavra de conforto, de alguém por perto. E isso é bom, é bom ter alguém por perto quando precisamos e é preciso conhecer esse alguém, confiar nele. Mas o que não podemos é nos esquecer de nós mesmos, nós precisamos viver em nós, além dos outros.
Você já parou hoje para pensar como está sua vida? Para onde ela está andando? E quem está conduzindo? Pois se sinta convidado para pensar um pouco sobre si todo dia, faz muito bem a saúde e o seu futuro agradece.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Anjo...


Hoje eu acordei mais cedo e fiquei te olhando dormir.
Imaginei algum suposto medo para que tão logo pudesse te cobrir.
Tenho cuidado de você todo esse tempo,
Você está sob meu abraço, minha proteção.
Tenho visto você errar e crescer, amar e voar,
Você sabe onde pousar.
Ao acordar já terei partido,
Ficarei de longe escondido,
Mas sempre perto,
Decerto, como se eu fosse humano, vivo,
Vivendo para te cuidar, te proteger,
Sem você me ver,
Sem saber quem sou,
Se sou anjo ou se sou seu amor.
Afinal, quem eu sou?
Seu anjo, ou seu amor?
Tenho asas?
Anjos aparecem invisíveis
Humanos também, quando amam
Quero dizer que já não importa
mais, saber de onde eu venho
Se tudo que sou pra você, é amor
E se ainda assim, quiser voar
Te levo comigo, te mostro as estrelas
Outros alados, Deus, a vida celeste
E depois voltamos pra nossa casa
até nos amarmos
até morrermos
Para dizer que é seu o anel
Sou seu amor na terra
E seu anjo no céu


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Prepara a pipoca...senta que lá vem filme!


Melhores beijos? (E quem está interessado em beijos?)
Melhores olhares? (Mas quem for cego?)
Filme auditivo? (Existe isso?)
Melhor ator, atriz, drama, romance...blá,blá,blá!

Eu estava pensando nos filmes e em como eles se dividem e cheguei a seguinte conclusão:
Há os clássicos, sempre serão bons porque já fazem parte do cânone.
Há aqueles que vão marcar sua vida para sempre (ghost?), com certeza não será american pie, apesar de ser bastante revelador (ou não).
Há aqueles que vão causar uma verdadeira revolução quando a pessoa terminar de assistir, mas não possuem força suficiente para que a revolução possa resistir mais que uma semana.
Há os bestinhas, de menininhas, que é ótimo pra passar o tempo. Você assiste e quando termina já esquece sobre o que era.
E há a última categoria, a dos filmes insuportavelmente idiotas. Aqueles que você senta para assistir mais de uma hora de filme e não consegue assistir dez minutos porque é besteira demais para uma pessoa só.

Eu falo com a experiência de quem já assistiu muitos filmes americanos e com a inexperiência de quem não entende nada sobre cinema ou atuação. Segue abaixo uma lista dos filmes que eu gosto, não sei se são fantásticos ou em que categoria se encaixam, eu só gosto deles e espero que vocês gostem também. Há, não vou colocar todos, apenas alguns deles que eu lembro agora:


-Peixe grande

-Tomates verdes fritos

-Os garotos da minha vida

-Educação

-Perfume de mulher

-Feira das vaidades

-Querido John

-Amor nos tempos do cólera

-Memórias de uma gueixa

-O retrato de Dorian Gray

-Orgulho e Preconceito


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Utopia humanesca



Sabe o que eu vejo?
Vejo pessoas que antes suplicavam para viver suas próprias vidas e agora morrem de medo de se machucar. Vejo gente que fala uma coisa para depois provar o contrário. Gente que diz pensar, mas age sem raciocinar. Vejo gente discriminando pela cor, pelo peso, pela cara que se têm, e por muito menos se mata alguém no sinal.
Gente como a gente, com os mesmos direitos, com os mesmos preceitos, gente diferente. E no meio de tanta diversidade se perdeu o referencial, ele anda escondido, fingindo ser alguém na multidão. Enquanto isso todos nós fazemos parte da incrível peça que é a vida, mascarando nosso verdadeiro eu. Preparamo-nos para entrar em cena quando acordamos, damos um bom dia para quem está por perto e saímos correndo para pôr as roupas, é preciso ser um novo personagem porque no trânsito da cidade você tem que parecer normal.
Gente que não assume as conseqüências pelo que faz e gente que assume conseqüência sem ter feito nada. Olha a laranja, tem laranja fresquinha na feira, talvez fresquinha demais. Onde está o povo desse país? As pessoas decididas que fazem a história acontecer? Será que já representaram tanto que se esqueceram que era apenas um personagem, que nada disso é real? Decerto ainda estão seguindo o referencial, fingindo ser alguém que não se é, tentando se misturar no meio da multidão.
Eu quero ver o amor de verdade, as pessoas honestas pegarem os seus postos no poder do país e tudo isso virar um lugar respeitável onde se possa morar e criar os seus filhos. Quero poder sentar na calçada sem ter medo de ser assaltada e ver meus netos lendo livros fantásticos escritos por amigos. Pode parecer uma utopia para alguém que esteja lendo isso, mas só é uma utopia até quando você decidir que é, e não fazer nada. Eu vejo como uma realidade, por isso faço a minha parte. Quem um dia pensaria que o homem conseguiria voar? E depois, ir ainda mais longe, ir até a lua? A realidade é feita de sonhos.

Nizia Rodrigues