sábado, 18 de dezembro de 2010

Anjo...


Hoje eu acordei mais cedo e fiquei te olhando dormir.
Imaginei algum suposto medo para que tão logo pudesse te cobrir.
Tenho cuidado de você todo esse tempo,
Você está sob meu abraço, minha proteção.
Tenho visto você errar e crescer, amar e voar,
Você sabe onde pousar.
Ao acordar já terei partido,
Ficarei de longe escondido,
Mas sempre perto,
Decerto, como se eu fosse humano, vivo,
Vivendo para te cuidar, te proteger,
Sem você me ver,
Sem saber quem sou,
Se sou anjo ou se sou seu amor.
Afinal, quem eu sou?
Seu anjo, ou seu amor?
Tenho asas?
Anjos aparecem invisíveis
Humanos também, quando amam
Quero dizer que já não importa
mais, saber de onde eu venho
Se tudo que sou pra você, é amor
E se ainda assim, quiser voar
Te levo comigo, te mostro as estrelas
Outros alados, Deus, a vida celeste
E depois voltamos pra nossa casa
até nos amarmos
até morrermos
Para dizer que é seu o anel
Sou seu amor na terra
E seu anjo no céu


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Prepara a pipoca...senta que lá vem filme!


Melhores beijos? (E quem está interessado em beijos?)
Melhores olhares? (Mas quem for cego?)
Filme auditivo? (Existe isso?)
Melhor ator, atriz, drama, romance...blá,blá,blá!

Eu estava pensando nos filmes e em como eles se dividem e cheguei a seguinte conclusão:
Há os clássicos, sempre serão bons porque já fazem parte do cânone.
Há aqueles que vão marcar sua vida para sempre (ghost?), com certeza não será american pie, apesar de ser bastante revelador (ou não).
Há aqueles que vão causar uma verdadeira revolução quando a pessoa terminar de assistir, mas não possuem força suficiente para que a revolução possa resistir mais que uma semana.
Há os bestinhas, de menininhas, que é ótimo pra passar o tempo. Você assiste e quando termina já esquece sobre o que era.
E há a última categoria, a dos filmes insuportavelmente idiotas. Aqueles que você senta para assistir mais de uma hora de filme e não consegue assistir dez minutos porque é besteira demais para uma pessoa só.

Eu falo com a experiência de quem já assistiu muitos filmes americanos e com a inexperiência de quem não entende nada sobre cinema ou atuação. Segue abaixo uma lista dos filmes que eu gosto, não sei se são fantásticos ou em que categoria se encaixam, eu só gosto deles e espero que vocês gostem também. Há, não vou colocar todos, apenas alguns deles que eu lembro agora:


-Peixe grande

-Tomates verdes fritos

-Os garotos da minha vida

-Educação

-Perfume de mulher

-Feira das vaidades

-Querido John

-Amor nos tempos do cólera

-Memórias de uma gueixa

-O retrato de Dorian Gray

-Orgulho e Preconceito


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Utopia humanesca



Sabe o que eu vejo?
Vejo pessoas que antes suplicavam para viver suas próprias vidas e agora morrem de medo de se machucar. Vejo gente que fala uma coisa para depois provar o contrário. Gente que diz pensar, mas age sem raciocinar. Vejo gente discriminando pela cor, pelo peso, pela cara que se têm, e por muito menos se mata alguém no sinal.
Gente como a gente, com os mesmos direitos, com os mesmos preceitos, gente diferente. E no meio de tanta diversidade se perdeu o referencial, ele anda escondido, fingindo ser alguém na multidão. Enquanto isso todos nós fazemos parte da incrível peça que é a vida, mascarando nosso verdadeiro eu. Preparamo-nos para entrar em cena quando acordamos, damos um bom dia para quem está por perto e saímos correndo para pôr as roupas, é preciso ser um novo personagem porque no trânsito da cidade você tem que parecer normal.
Gente que não assume as conseqüências pelo que faz e gente que assume conseqüência sem ter feito nada. Olha a laranja, tem laranja fresquinha na feira, talvez fresquinha demais. Onde está o povo desse país? As pessoas decididas que fazem a história acontecer? Será que já representaram tanto que se esqueceram que era apenas um personagem, que nada disso é real? Decerto ainda estão seguindo o referencial, fingindo ser alguém que não se é, tentando se misturar no meio da multidão.
Eu quero ver o amor de verdade, as pessoas honestas pegarem os seus postos no poder do país e tudo isso virar um lugar respeitável onde se possa morar e criar os seus filhos. Quero poder sentar na calçada sem ter medo de ser assaltada e ver meus netos lendo livros fantásticos escritos por amigos. Pode parecer uma utopia para alguém que esteja lendo isso, mas só é uma utopia até quando você decidir que é, e não fazer nada. Eu vejo como uma realidade, por isso faço a minha parte. Quem um dia pensaria que o homem conseguiria voar? E depois, ir ainda mais longe, ir até a lua? A realidade é feita de sonhos.

Nizia Rodrigues

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ISSO É MUITA SABEDORIA!






"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."