sexta-feira, 15 de maio de 2009





Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita

Carlos Drummond de Andrade

"Há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender..."




— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos
seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas,
cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus
olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor.
Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às
pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num
desses abismos, dentro dos seus olhos.)


— Ah. Porque eu sou tímida.


Rita Apoena

terça-feira, 21 de abril de 2009

Encontro Marcado




"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro".

A obra nos faz passear pelas ruas de Belo Horizonte conhecendo um pouco das gerações que por elas passaram e, de alguma forma, marcaram a cidade. A história se passa na década de quarenta e tem como protagonista Eduardo Marciano, alter ego de Sabino. Seu amigos de adolescência, Mauro e Hugo, correspondem a Hélio Pellegrino e Otto Lara Resende, respectivamente. Antonieta, mulher de Eduardo, é Helena Valladares. Toledo, um dos personagens mais importantes da história, mentor do jovem Eduardo (e do moço Eduardo, e do adulto Eduardo), corresponde a Guilhermino César.

Eduardo Marciano caminhará pelo romance tentando reencontrar o sentido da existência na medida em que transita das preocupações ideológicas e políticas para os anseios pessoais. Esses passam pela sexualidade mais ou menos satisfeita, pela procura incessante da felicidade e pelo desejo profundo de encontrar respostas para a grande pergunta existencial sobre a existência de Deus.

Essa busca será a marca registrada do personagem até o final do romance quando, mesmo diante de experiências e expectativas fracassadas, não cessa de investigar o sentido para a vida e chega à conclusão de que o sofrimento amadurece a pessoa e lhe abre novos caminhos para encontrar os mais verdadeiros valores humanos.

sábado, 18 de abril de 2009

Crepusculando



"O que eu quero e preciso é estar com você, e eu sei que jamais serei forte o suficiente pra ir embora de novo. "

É o crepúsculo, de novo", ele murmurou, "Outro final. Não importa quanto os dias sejam pefeitos, eles sempre têm de acabar."

"Eu podia ver nos seus olhos, que você honestamente acreditou que eu não te queria mais. O conceito mais absurdo, mais ridículo - como se houvesse alguma forma de eu existir sem precisar de você!"

"Como é que eu posso colocar isso de forma que você acredite em mim? Você não está dormindo, e você não está morta. Eu estou aqui, e eu te amo. Eu sempre amei você, e eu sempre vou amar. Eu estava pensando em você, vendo o seu rosto em minha mente, durante cada segundo em que estive longe. Quando eu te disse que não te queria, aquele foi o tipo mais negro de blasfêmia".

"Antes de Voce, Bella minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas haviam estrelas - pontos de luz e razão... E aí você apareceu no meu céu como um meteoro.
De repente, tudo estava pegando fogo; havia brilho, havia beleza. Quando você não estava lá, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou escuro. Nada havia mudado, mas os meus olhos haviam ficado cegos com a luz. Eu não conseguia mais ver as estrelas. E não havia mais razão pra nada."

"Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim."

"E eu não me importava se ele não me queria. Eu nunca iria querer nada
além dele, não importava quanto tempo eu vivesse."

edward: voce tem alguma noção do quanto eu te amo? alguma noção do quanto voce é importante pra mim?
bella: eu sei o quanto eu te amo
edward: voce compara uma pequena árvore a uma floresta inteira

" - Então o leão se apaixonou pelo cordeiro.
- Que cordeiro imbecil!
- Que leão doentio masoquista! "

Não me importo! Você pode ter minha alma. Não a quero sem você... Ela já é sua!

- Olhe - eu disse. - Eu o amo mais do que qualquer coisa no mundo. Isso não basta?
- Sim, basta - respondeu ele, sorrindo. - Basta para sempre.
E ele se inclinou para encostar os lábios frios mais uma vez no meu pescoço.

Bella -Por que não me deixa em paz?
Ed -Acredite, eu quis dizer. Eu tentei.
Ele pensa, mas não diz : Ah, outra coisa, estou miseravelmente apaixonado por você.

"Jake: eu posso ressistir às nuvens, mas não a um eclipse."

"When you can live forever, what do you live for?"